Não, não é bem isso (Reginaldo Pujol Filho)

Não, não é bem isso (Reginaldo Pujol Filho)

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NÃO, NÃO É BEM ISSO
Reginaldo Pujol Filho

 
Literatura brasileira / Contos
Páginas: 160
Edição: 1ª
Formato: 14x21 cm
ISBN: 9788561249717
Ano de publicação: 2019
Não Editora

Neste conjunto de experiências narrativas, Reginaldo parece querer começar do zero após cada ponto final. E, diante de um mundo onde dizem que tudo já foi dito, já foi tentado, a cada novo texto, segue a busca por uma forma diferente. O resultado é uma diversidade de formatos e estilos, que vão desde uma narradora criança a uma página de Wikipédia, de um monólogo teatral a uma nova visão sobre a arca de Noé, do humor à reflexão. Como um ator que se transfigura a cada papel, Reginaldo muda de voz de uma narrativa para outra. Uma voz que já não é feita só de palavras e frases, mas também da disposição delas na página e da própria página. E, a cada tentativa, pensar que não, não é bem isso. Que é preciso seguir escrevendo em busca de outra forma, de outra história, de outra voz.

Não, não é bem isso, sem nenhum exagero, é das melhores coisas que li de literatura brasileira nos últimos tempos. Aquilo que me parece apenas um livro muito bom, iniciando com uma história à la Rubem Fonseca, lembrando Feliz ano novo, vai adquirindo um refinamento crescente, sofisticação mesmo, até chegar à novela O que é barco, o que é casa, o que é mundo, uma obra-prima da imaginação e do senso de humor que podia ser até um volume independente. Chega a espantar-me que alguém possa ter alcançado esse nível de enredo e linguagem. Uma sofisticação que alcança um dos seus maiores momentos no conto Ato único, uma obra-prima da escrita que toma o teatro como base. Uma perfeita intertextualidade. Da mesma forma que o diálogo entre Jorge e Henrique (Borges e Vila-Matas?), com toda a sua referência filosófica e literária, seduz o leitor em sua brevidade apurada. Também ressalto o experimentalíssimo Síndrome da Amnésia Induzida. Aliás, o livro todo, sem deixar de ser clássico, é de uma contemporaneidade irretocável. Lembrei, na obra toda, um pouco de Borges, mas um Borges do século 21. É um grande livro. Todas as citações e referências são muito apropriadas e cheias de humor. Um humor muito inteligente que atravessa o volume todo. É uma leitura que traz grande prazer, com uma linguagem irretocável.
Sérgio Sant’Anna


Sobre o autor: Reginaldo Pujol Filho nasceu em Porto Alegre, em 1980. Publicou os livros Azar do personagem, Quero Ser Reginaldo Pujol Filho e Só faltou o título. Tem doutorado em Escrita Criativa pela PUCRS. Ministra cursos de literatura e criação literária e colabora com resenhas e ensaios para a imprensa.


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